Muitos gostam de comemorar a Páscoa, trocando presentes, ovos de chocolates, em almoços de família recheados de bacalhau e outras guloseimas e acreditem, eles não estão errados por agirem assim, porém, existe um outro lado que a maioria das pessoas se esquecem e aqui, nos cabe relembrar.
Quando a nação israelita se encontrava prisioneira no Egito, o Senhor se apresentou a Moisés e a Arão, lhes orientando de como deveriam se portar e ensinar o povo, hebreu ou estrangeiro que cresse, pelo grande presente que iriam receber, ou seja, à liberdade das mãos dos egípcios.
A prática desta determinação, seria a demonstração do agradecimento e a certeza total da libertação (Êxodo 12.1-11).
Para a celebração desta festa, além de se encaixarem nas características propostas pelo Senhor, os elementos ali usados, possuíam, descrições únicas. O cordeiro, recordaria o sacrifício; os pães asmos, a pureza necessária para o ato e as ervas amargosas, para que nenhum homem se esquecesse dos dias duros passados em cativeiro. Tinha ainda, o sangue do cordeiro imolado, que deveria ser passado sobre os umbrais e as vergas das portas, visto que o espírito da morte passaria em revista sobre aquela cidade onde eles estavam e a casa que estivesse com este sangue, o mal não chegaria.
Neste perfil, passamos a conhecer o que é a Páscoa (sig. passagem), ou seja, a comemoração da liberdade da escravidão e o livramento dos primogênitos daqueles que creram, tornando-se mais tarde uma das três mais importantes festas dos hebreus (Levítico 23.5-8).
Se atentamente olharmos para o Velho Testamento, ela é um protótico de sacrifício e se avançarmos para o período seguinte, o Novo Testamento, Jesus Cristo aparece como o cumprimento de um novo sacrifício.
Apesar de serem em períodos diferentes, ambos possuem características e importâncias semelhantes.
Enquanto no Velho Testamento, Deus fala a Moisés, a Arão e ao povo para que comemorassem, orienta-os também que, empregasse o sangue do cordeiro sobres às vergas e os umbrais das portas (Êxodo 12.22), para que quando o Senhor viesse para ferir os egípcios, nada lhes acontecesse. Deus sabia que havia estrangeiros que se simpatizavam com a Palavra do Senhor e criam, e estes foram justificados (Êxodo 12.19). Aos hebreus ou aos estrangeiros cabia crer e serem gratos.
Os que assim se portaram, foram chamados pelo Senhor e foram poupados (Êxodo 13.2).
É verdade que por alguns momentos da história, alguns hebreus e estrangeiros não mantiveram a gratidão ao Senhor pelo que lhes havia feito, mas encontramos também, homens como o rei Josias que reinstitui a posição de importância devida da Páscoa (2 Reis 23.21-23).
É mérito aqui ressaltar que, no Evangelho de São João 18.39 a instituição de desta festa, fez com que os costumes fossem modificados, surgindo assim o salvo-conduto àqueles que se encontravam presos, como uma forma de pagarem pelo bem recebido outrora.
Caso alguém esteja se perguntando o que isso tem haver com Jesus, o Cristo, lhe respondo.
Como a missão de Cristo ia além de simplesmente manter a tradição, ele afirmou: “Bem sabeis que há dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado. (Mateus 26.2)”.
A semelhança quanto ao primeiro é notável, mas a profundidade do segundo ato é maior. Assim como o primeiro, o segundo desejava salvar todo aquele que cresse sendo ele hebreu ou estrangeiro, não só em relação a uma cidade e sim, em relação a toda uma potestade de demônios que escraviza, mata e rouba o ser humano.
Deste modo, Cristo se entrega para o sacrifício, sendo Ele justo, com a intenção de reatar o homem com a verdadeira liberdade que Deus sempre desejara a ele.
Cristo, confirmado como Cordeiro Pascal (João 19.39), repetimos o que está escrito no livro de Hebreus capítulo 11 e versículo 28 que diz que, pela fé, Moisés, celebrou a Páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse, mas Cristo a revitalizou como praticante (Mateus 26.19), orientador (Mateus 13.15) e por fim, como o próprio elemento do ato, por amor dos seus que estavam no mundo até o fim (João 13.1 e 1 Coríntios 5.7).
Portanto amigo/a, comemore a sua Páscoa como desejar, porém não se esqueça daquilo que ela realmente simboliza e principalmente, o que desejava Deus enviando o seu Filho para ser sacrifício por nós: “Por que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)”.
Lembre-se disto. É o suficiente.
A OUTRA FACE DA PÁSCOA por Pr. Dr. Tiago Pessoa.
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