O câncer gástrico é o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo. No Brasil, são 51 casos a cada 100 mil habitantes, a terceira maior incidência da América Latina. A situação é agravada pelo fato de, na maioria das ocorrências, a doença ser diagnosticada em estágio já avançado, dificultado o tratamento. Uma das razões parece ser a cultura do brasileiro de tomar um "remedinho" a cada vez que o estômago dá sinais de que não vai bem. A simples azia, conhecida de quase todos, pode evoluir para um câncer.
O QUE É GASTRITE?
A finalidade da digestão é processar o alimento, separando aquilo que será útil ao organismo do que deve ser eliminado. Grande parte do que se come é destinada a produzir a energia que faz funcionar os órgãos, sob a forma de glicose e outras substâncias.
O estômago, que desempenha funções essenciais ao processo digestivo, é revertido de um tecido semelhante ao da boca (mucosa gástrica). Ele produz enzimas e ácido clorídrico, para a quebra dos alimentos, e uma secreção destinada a revestir a mucosa gástrica para protegê-la da agressão pelo ácido.
A gastrite é uma inflamação da mucosa que reveste o estômago em resposta a uma agressão cujas causas podem ser várias. Com a continuidade da agressão, a inflamação se agrava e aparecem os sintomas da gastrite, que pode ser aguda ou crônica. A forma aguda aparece de repente e evolui rapidamente, facilitando o diagnóstico. Nos casos crônicos a gastrite pode não ter qualquer sintoma.
OS SINTOMAS
- Dor ou desconforto na região superior do abdômem (boca do estômago), que pode melhorar com a ingestão de alimentos.
- Azia ou queimação, se houver retorno do suco gástrico ao esôfago e estômago. A azia pode piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais farta ou rica em gorduras.
- Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.
- Saciedade precoce, normalmente conhecida com "empanzinamento", logo após a alimentação, que pode levar à redução ou perda do apetite.
- A presença de sangue nas fezes ou no vômito.
- Na fase crônica a dor pode ser contínua e, se é servera, pode ser sinal de que uma úlcera está se desenvolvendo.
MUDANÇA DE HÁBITOS PARA PREVINIR A GASTRITE
Algumas ações, muitas simples e outras que exigem uma radical mudança de hábitos, são bastante eficientes para previnir a gastrite:
- Respeite os horários das refeições. Separar algum tempo para café da manhã, almoço e jantar tranquilos não é luxo, é necessidade.
- Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a uma grande refeição e evite ficar sem alimentação por mais de três horas seguidas.
- Mastigue bem os alimentos, dando chance à saliva de começar o processo digestivo, facilitando o trabalho do estômago.
- Eviste comida industrializada, a chamada fast-food e alimentos gordurosos.
- Prefira refeições mais leves, como frutas, verduras e carne magras, que são de mais fácil digestão.
- Cuide da higiene pessoal (não coma sem lavar as mãos) e dos alimentos, para reduzir o risco de transmissão de bactérias.
- Não fume e evite o consumo frequente de álcool.
- Evite tomar remédios sem prescrição do médico.
- Procure um gastroenterologista e siga suas recomendações em caso de mau funcionamento do estômago.
- Tente eliminar as causa de estresse.
Mais informações: FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA - Av. Brigadeiro Faria Lima, 2391, cj 102 - São Paulo - SP CEP 01452-000 - tel 3813.1610 - www.fbg.org.br
ATENÇÃO PARA OS SINAIS DO ESTÔMAGO - ESPECIAL CIDADANIA - ANO VI N 204 - JORNAL DO SENADO, Brasília, 3 a 9 de março de 2008.
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